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Fibrose é alvo de nova joint venture

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De acordo com a literatura médica, fibrose é o termo que se refere à formação de tecido fibroso, podendo esta, estar ou não, associada à cura do tecido. Sua classificação se dá a partir do tecido comprometido, sendo designadas como fibrose pulmonar, hepática, cardíaca, mediastinal, retroperitoneal, medular, da pele e a escleroderma ou esclerose sistemática.

Segundo o artigo publicado pelo PhD.Thomas A. Wynn, na edição de agosto de 2004 da revista NCBI, os tratamentos atuais para distúrbios fibróticos tais como, fibrose pulmonar idiopática, fibrose hepática e esclerose sistêmica, que têm como alvo a cascata inflamatória, vem se mostrando amplamente infrutíferos, em grande parte porque os movimentos envolvidos em fibrinogênio são conhecidos como sendo separados dos daqueles envolvidos no processo inflamatório. Vários modelos experimentais foram desenvolvidos recentemente para dissecar os mecanismos moleculares de cicatrização de feridas e da fibrose. Espera-se que, através de uma melhor compreensão dos mecanismos imunológicos que iniciam, sustentam e suprimem o processo fibrótico, seja possível desenvolver terapias direcionadas e eficazes para doenças fibroproliferativas.

Tendo em vista a sua abrangência mundial, a necessidade de uma maior compreensão da sua gênese e consequentemente, a busca por tratamentos cada vez mais eficientes, essa doença abre portas para um promissor mercado nos setores médico e farmacêutico.

De olho nesse mercado, duas grandes empresas, uma alemã e a outra canadense, uniram-se e lançaram uma joint venture, com foco no desenvolvimento de terapêuticas modificadoras de doenças fibróticas. O novo empreendimento já identificou um programa líder e se associará com a parceira alemã, para desenvolver novas moléculas.

Com elevados investimentos empreendidos na sua criação, a joint venture tem como meta o desenvolvimento de medicamentos de primeira linha, voltados para o tratamento das doenças fibróticas. Com vasta experiência clínica e acesso a amostras do tecido acometido, somada a uma infraestrutura de análise molecular de alto rendimento e sua expertise em modelos clínicos preditivos de fibrose, a jovem empresa se utiliza de uma nova abordagem para o entendimento e tratamento da fibrose. O banco de dados da empresa, composto por tecidos doentes e não doentes, foi a base para o estabelecimento da sua plataforma de negócios, que é a de descobrir novos alvos e realizar a caracterização de importantes vias moleculares.

A nova companhia conta com um corpo de profissionais, composto por pesquisadores e clínicos provenientes de instituições acadêmicas canadenses de renome mundial, além de especialistas em nefropatia diabética, como o Dr. Richard Gilberto e o nefrólogo Darren Yuen - titular da patente para aplicações da proteína ligante Slit do receptor Robo, como agente anti-fibrótico.

Com a criação da joint venture, foi possível estabelecer uma parceria de transformação com a empresa especializada em fármacos alemã, para traduzir o conhecimento sobre a fibrose em terapias que possam beneficiar pacientes em todo mundo, destacou Rafi Hofstein, CEO da companhia canadense ligada à criação da joint venture, em entrevista dada ao site European Biotechnology.

O Dr. Hofstein comentou também que a empresa está desenvolvendo o mais recente sucesso (Triphase) na área de oncologia e aplicando-o a um novo cluster terapêutico na área da fibrose. O foco principal da empresa será o desenvolvimento de novas terapêuticas que tenham potencial para prevenir, retardar e, em última análise, inverter o curso da fibrose, além disso a nova companhia irá colaborar com seus cofundadores acadêmicos, no sentido de expandir o acesso as amostras de tecidos incluindo os de grande relevância, tais como os de pulmão, fígado, rim, cólon e pele.

07/02/2017
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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