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O retorno da acrilamida

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A acrilamida, uma substância pouco conhecida da maioria das pessoas, voltou a chamar a atenção neste último mês. A FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de medicamentos e alimentos dos EUA, liberou os resultados de uma pesquisa na qual revela os níveis da substância em cerca de 750 alimentos.    O resultado, apesar de trazer dados já esperados pelos cientistas, como altas taxas de acrilamida em batatas fritas e alimentos gordurosos, trouxe também algumas surpresas. Em azeitonas pretas e suco ameixa, por exemplo, os níveis da substância foram muito acima do esperado.

Descoberta recente

A presença da acrilamida em alimentos foi descoberta em 2002 por pesquisadores suecos. A substância é comumente encontrada em alimentos ricos em carboidratos que passam, em seu processo de fabricação, por altas temperaturas, como frituras e assados. Apesar de ser associada a possíveis riscos à saúde, até a divulgação desta pesquisa não se sabia, ao certo, qual a penetração da substância na alimentação diária, em que tipos de alimentos poderia ser mais encontrada e nem os níveis de acrilamida presentes em cada produto. 

Atualmente, sabe-se que a acrilamida, em altas doses, é capaz de provocar câncer e problemas reprodutivos em animais e age como neurotoxina em humanos. Por isso, baseada em estudos científicos, a FDA recomendou a todos que procurem ter uma dieta balanceada, rica em fibras, grãos e vegetais, evitando alimentos que possuam altos níveis de gordura saturada.

Mesmo trazendo à tona resultados já esperados (como altos níveis da substância em alimentos fritos e assados à base de batata, e baixos níveis em alimentos infantis), a lista de níveis divulgada em março pela FDA praticamente triplicou o banco de dados da agência.

Com a divulgação da pesquisa, a FDA pretende chamar a atenção para a substância, reiterando a importância de maiores estudos e cuidados por parte da população e da indústria alimentícia. Além disso, a agência preparou um plano de ação específico para estudar os efeitos da substância e  possíveis formas de combatê-los, caso seja necessário. O plano da agência inclui pesquisas sobre a formação e toxicologia da substância, seus riscos para a saúde pública e também possíveis formas de reduzir a presença de acrilamida nos alimentos.  
09/04/2004
 

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