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Cuba testa vacina experimental contra o cólera

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Cientistas cubanos desenvolveram uma vacina experimental contra o cólera - doença de alta incidência em nações subdesenvolvidas - que atualmente está na fase de testes em países africanos. 

A vacina tem como base uma cepa viva do bacilo transmissor da doença e se fundamenta na alteração genética da bactéria, para atenuar seu efeito. Dessa forma, ela pode ser utilizada como geradora de anticorpos em um curto período, diferente das vacinas atuais, baseadas em bactérias inativas (em função de tratamentos por calor e substâncias químicas) ou mortas, para gerarem antígenos.

Segundo o diretor do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNIC), Carlos Gutiérrez, a humanidade está próxima de conseguir uma vacina contra o cólera, graças a um projeto cubano promissor.

Na fase experimental da pesquisa"Cuba livre do cólera", já concluída na África do Sul, os cientistas analisaram a reação cruzada e potencial da resposta imunológica da cepa conhecida por 638 para neutralizar as variedades epidêmicas do bacilo presentes no país africano.    Gutiérrez afirmou que um único tipo de vacina pode ser suficiente na prevenção de uma epidemia. "Este ano começam os testes clínicos em voluntários sul-africanos, pois em Cuba não há casos de cólera", comentou.

O pesquisador declarou que a descoberta de um novo mecanismo de transmissão de genes que codifica a toxina do cólera irá favorecer o desenho de outros tipos de vacinas, com índices superiores de segurança ambiental.    O trabalho recebeu o Prêmio Internacional da Sociedade Americana de Microbiologia. Os resultados da pesquisa serão apresentados no 14º Congresso Internacional do CNIC, de 27 a 30 de junho, no Palácio das Convenções da capital cubana, com a participação de 175 especialistas de mais de 40 países.  
29/05/2005
 

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