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O uso da nanotecnologia no combate a doenças amilóides

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A tecnologia das nanopartículas tem sido alvo de muitas pesquisas para se conhecer melhor o potencial de utilização desse material em diversas áreas, como na indústrial e na médica., esses estudos têm gerado publicações de alta relevância em diversas revistas científicas. 

Na edição do dia 14 de maio foi publicado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), um artigo acerca do uso das nanopartículas em processos que envolvem doenças amilóides, dentre elas o Mal de Alzheimer e diabetes do tipo 2. A causa primária das doenças mielóides segundo os cientistas, é a formação e a deposição de agregados de proteínas, conhecidos por fibrilas ou placas mielóides.     Uma característica em comum a todas essas proteínas ou a um peptídeo específico é o fato de sofrerem uma modificação anormal, na sua conformação influenciando diretamente na sua solubilidade. Essas proteínas ou peptídeos específicos são conhecidos como proteínas amilóides, as quais, devido a modificação estrutural, passam de uma forma solúvel para uma não solúvel. Esse processo é conhecido como fibrilação da proteína. 

A participação das proteínas do corpo humano na formação dessas fibrilas é ínfima, tanto pelo número de proteínas envolvidas quanto pela existência de um mecanismo que inibi esse processo. Entretanto, quando ocorre uma falha nesse mecanismo dá-se início ao processo de fibrilação e conseqüentemente à doença, e apesar de todos os estudos relacionados a esse processo, não se sabe exatamente porque acontece essa falha.  

Quando ocorre a aglomeração das proteínas fibrilares insolúveis pode-se desencadear vários efeitos danosos ao organismo, além disso, o processo que acelera o desenvolvimento de doenças amilóides, pode estar relacionado com os mecanismos que aceleram a fibrilação das proteínas. Nem sempre essas proteínas fibrilares estão relacionadas ao desenvolvimento das doenças amilóides, as quais, por outro lado, já mostraram propriedades funcionais normais como no caso das proteínas que formam a melanina. 

Os cientistas descobriram que outros fatores tais como os ambientais e a hereditariedade podem ser responsáveis por contribuir para o desenvolvimento das doenças amilóides, quando se trata de proteínas fibrilares ligadas a essas doenças,  como o Mal de Alzheimer.

A relação entre as nanomoléculas e as doenças amilóides é que as primeiras podem ser utilizadas no tratamento, diagnóstico ou até mesmo serem responsáveis por criarem condições para que essas doenças se desenvolvam. O princípio do uso das nanopartículas baseia-se na formação de um complexo nanopartícula-biomolécula, que emite um sinal, o qual normalmente é inexistente, ou mais fraco do que se não fosse formado o complexo.  O diagnóstico das doenças amilóides é realizado em exames fora do corpo do paciente, por amostras de sangue ou pelo liquido cérebro espinal, portanto, não expõe o mesmo às nanopartículas.

Algumas pesquisas estão sendo realizadas para avaliar a eficácia do uso das nanopartículas na prevenção e no tratamento do Mal de Alzheimer. A forma de prevenir a doença ocorre pela inibição da formação das proteínas fibrilares amilóides e o tratamento visa diminuir o progresso da mesma. Dos tratamentos utilizados até o momento, envolvendo as nanopartículas, nenhum deles foi aprovado para o uso em seres humanos, no entanto a escolha de quais os materiais biocompatíveis a serem utilizados tem sido pesquisada pelos cientistas.

De acordo com estudos recentes as nanopartículas têm relação com o início de doenças amilóides por fornecer um mecanismo que promove seu surgimento. O que os cientistas notaram é que existe uma relação entre a formação das proteínas fibrilares com a ligação das proteínas à superfície das nanopartículas, o que  acelera o processo de agregação. 

Muitos estudos têm sido realizados para tentar entender como se processa o mecanismo de fibrilação das proteínas amilóides, principalmente pelo fato dessas proteínas estarem ligadas ao surgimento de doenças graves, como o Mal de Alzheimer ou a Diabetes tipo 2. Apesar de fornecerem dados que ajudam na investigação desses mecanismos, os testes realizados com as proteínas não reproduzem a realidade das condições do organismo humano.

  
16/05/2007
Biotec AHG
 

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