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Plantio de variedades híbridas de milho ajudam a preservar o meio ambiente

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A preocupação com as mudanças climáticas e as conseqüências que elas já deixaram e que ainda deixarão, tem levado os cientistas a desenvolver pesquisas que visem a minimizar esse impacto. Entre tantos estudos que vem sendo desenvolvidos na área de meio ambiente está a do Professor Juarez Gabardo, do departamento de genética da Universidade Federal do Paraná, que recebe apoio da empresa Monsanto e contando com a parceria da Universidade de Auburn, no Alabama, EUA.    O projeto compara a capacidade que diferentes variedades de milho híbrido, tem de seqüestrar carbono, na forma de CO2 da atmosfera. Os estudos do professor Gabardo tiverem início nas safras de milho dos anos de 2005/2006, onde foram avaliadas a campo cinco cultivares, em que cada uma representava um nível de tecnologia diferente no melhoramento genético. 

As variedades estudadas foram a crioula, a melhorada, híbridos duplos, triplos e simples.  Os parâmetros mensurados foram a quantidade de carbono seqüestrado da atmosfera na biomassa (grãos + resíduos) total produzida e a qualidade do resíduo vegetal, que corresponde ao potencial de retenção do carbono no solo, ou seja, não ser liberado na atmosfera na forma de CO2. 

O professor Gabardo obteve os seguintes resultados em termos de seqüestro de carbono pela biomassa total produzida, onde os híbridos simples, triplo e duplo seqüestraram 20,9%, 19,7% e 18,3%, respectivamente, sob a forma de grão e as variedades melhorada e crioula apresentaram 12,4% e 3,1%, respectivamente. No que diz respeito ao potencial de fixação do carbono no solo, o professor encontrou que os híbridos simples tem uma relação carbono:nitrogênio (C:N) de até 59% superior à variedade crioula. Esse resultado mostra um maior aporte de carbono no solo, assim como maior eficiência no uso do nitrogênio pelos híbridos simples.

Com esses resultados em mãos o professor Gabardo pôde concluir que os híbridos de nível tecnológico superior são mais eficientes no seqüestro de carbono, mesmo estando em condições climáticas desfavoráveis.  De acordo com o professor Gabardo, a tecnologia mais apurada dessas cultivares vão atender a maior necessidade do agricultor, que é a produtividade, mas com menor impacto em relação ao meio ambiente”. 

A biotecnologia tem dado a sua contribuição para a redução da emissão de CO2, originado da agricultura, na atmosfera. Com o aumento do plantio direto houve uma redução no uso de maquinários e conseqüentemente na queima de combustíveis fósseis como a gasolina e o diesel, os quais são altamente poluentes. Essa prática agrícola aumentou o seqüestro e estocagem de carbono, reduzindo sua concentração na atmosfera.

  
25/07/2007
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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