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Ações brasileiras em destaque no Protocolo de Quioto

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Uma das grandes vitórias do movimento ambientalista nos últimos 20 anos foi a adoção, em 1997, do Protocolo de Quioto, que estabeleceu limites para as emissões de gases responsáveis pelo aquecimento da Terra. 

Essa é uma realidade, um fato concreto, que se manifesta com o derretimento gradual das calotas polares e o desaparecimento de geleiras eternas, como as neves do Monte Kilimanjaro. 

Foi decidido em Quioto que os países industrializados reduziriam suas emissões em aproximadamente 5% até o ano 2012. 

O Brasil vem se destacando em reuniões internacionais sobre o tema, especialmente após a aprovação de sua proposta para a implementação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

A idéia de negociadores brasileiros em Quioto se tornou uma estrutura prática para o aporte de recursos dos países desenvolvidos para custear as medidas de redução de emissões nos países em desenvolvimento. 

Seu funcionamento é simples: governos ou empresas de países desenvolvidos que têm metas de redução investem em empresas de países em desenvolvimento.     Com isso, há um mecanismo de compensação para as emissões em excesso daqueles países, baseado em créditos de carbono, fazendo com que os mesmos atinjam suas metas. 

Isso vem se tornando um mecanismo de mercado, pois os interessados nas trocas de créditos de carbono são empresas, e o mercado estabelece o valor desses créditos. São cinco dólares/tonelada de redução a cada sete anos.   

O processo 

Samuel Barbosa, diretor da certificadora DNV Brasil, explica que desde a revolução industrial há emissão de gases na atmosfera. Com o aumento da temperatura da Terra e o acúmulo de gases - o efeito estufa - está ocorrendo um desequilíbrio em toda a biodiversidade do planeta. 

O Protocolo de Quioto não objetiva acabar com a emissão de gases, mas estabilizar tais emissões. Segundo Barbosa, os gases mais nocivos são o Carbônico, o Metano e o Oxido de Nitrogênio. 

O engenheiro afirma que, durante a ECO 92, no Rio de Janeiro, 114 países aderiram ao Protocolo e se comprometeram com metas de redução. Esse número já subiu para 141 países. 

O Brasil já possui projetos que possibilitam o uso dos mecanismos de compensação. O País desenvolveu a melhor tecnologia do mundo para a produção de álcool combustível e de carvão vegetal para a siderurgia, que substituem a gasolina e o coque mineral, além do incremento do biodiesel. 

Os projetos de aterros sanitários capazes de canalizar gás metano usado para gerar eletricidade também têm grande potencial para a geração de créditos de carbono. 

Segundo Barbosa, em fevereiro de 2005, o Brasil registrou na ONU o primeiro projeto de aterro sanitário desse tipo, o de Nova Iguaçu.  
12/07/2005
 

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