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CTNBio aprova a comercialização de milho transgênico

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No último dia 16 o Brasil deu mais um passo importante para a utilização de produtos transgênicos nas suas lavouras com a aprovação, pela Comissão Técnica de Biossegurança (CTNBio),  do uso do milho transgênico Liberty Link produzido pela multinacional Bayer.

O milho transgênico produzido pela multinacional é resistente ao herbicida glufosinato de amônio, o qual tem como ingrediente ativo o L-isômero de fosfinotricina (L-PPT).  Este herbicida possui um amplo espectro que inibe a enzima glutamina sintetase em cloroplastos, bloqueando a síntese de glutamina via glutamato e, portanto, a assimilação de NH4+ (Manderscheid & Wild, 1986). Quando a glutamina sintetase é inibida ocorre acúmulo de NH4+ e, conseqüentemente, a morte da planta. O glufosinato de amônio é utilizado para controle de ervas daninhas em diversas culturas e está registrado no Brasil.

De acordo com a opinião de alguns pesquisadores essa variedade de milho transgênico tem muitas vantagens em relação à variedade normal, e de acordo com a própria Bayer, o Liberty Link aumenta a produtividade entre 5% e 10% com relação às lavouras convencionais. 

O uso da nova variedade reduz o custo de produção das lavouras, pois requer menor quantidade de herbicida no controle de pragas. Além disso, protege o meio ambiente a partir do momento que diminui o número de passagens do trator para aplicação do produto, gastando menos óleo diesel e reduzindo assim a quantidade de gases poluentes emitidos para a atmosfera.  

A quantidade e variedade de produtos utilizados nas lavouras de milho dependem do grau de infestação e normalmente os agricultores utilizam vários produtos em casa aplicação. Com o uso do milho transgênico a necessidade de usar vários produtos, podendo ser usado apenas o glifosato e em menor número de vezes, segundo o professor titular de Genética Vegetal da Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Esalq), Ernesto Paterniani. 

A diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer, comenta que o milho transgênico é uma grande alternativa para os agricultores por ter um custo de produção mais baixo e por reduzir as perdas das lavouras e que nos países que já plantam esse milho mostraram ganhos entre 5% e 20% em comparação com o milho convencional.     Outra opção de milho transgênico que em breve terá seu plantio aprovado pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) é o milho Bt, variedade resistente a insetos. A aprovação deve ocorrer no mês de junho e segundo Alda Lerayer, a cultivar já foi aprovada pelo subcomitê das áreas Vegetal/Ambiental e Saúde Humana e Animal.     Entidades como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Associação Brasileira das Indústrias do Milho (Abimilho), e a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), comemoram a aprovação pela CTNBio, pois favorece a toda a cadeia produtiva do milho, do produtor à indústria. No entanto, o senhor Ywao Miyamoto, presidente da Abrasem, destaca da aprovação ter sido muito tardia, quando comparado com outros países que já utilizam sementes transgênicas a mais de 20 anos.    

O caminho para a aprovação da comercialização do milho transgênico ainda é longo, pois tem que ser submetida à ratificação da Comissão Nacional de Biotecnologia, formada por representantes de 11 ministérios e chefiada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.  

Biossegurança

A liberação do uso de organismos transgênicos envolve temas como segurança alimentar e ambiental, os quais são avaliados e testados pela CTNBio garantindo seu uso seguro na alimentação humana e animal. A diretora executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Alda Lerayer, garante que o milho da empresa Bayer é totalmente seguro, pois ele precisa de menos agrotóxico que a variedade convencional, o que garante também a proteção do meio ambiente. 

Mesmo sendo garantida a segurança do milho transgênico, a aprovação da liberação está condicionada a um plano de monitoramento que visa garantir que o comportamento mostrado nos experimentos realizados se repita nas lavouras plantadas. Entre os itens que serão avaliados pelo plano, destaca-se o monitoramento do teor de herbicida que é recomendado para a cultura do milho. Além disso, será avaliado também o efeito que o uso do herbicida pode acarretar sobre os microorganismos do solo e sobre os insetos considerados benéficos á lavoura.

        
22/05/2007
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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