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Produção de etanol a partir da xilose

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O aumento das necessidades energéticas em todo mundo, advindas do elevado crescimento populacional e econômico, vem resultando em grande pressão sobre os recursos naturais do planeta. Todo esse processo tem acelerado a busca por energias renováveis, assim como o desenvolvimento de tecnologias menos poluentes. O principal objetivo é tentar substituir, se não total, mas parcialmente, o uso de combustíveis fósseis, pelos biocombustíveis, como por exemplo, o etanol.

Nesse sentido, as pesquisas científicas têm buscado otimizar e desenvolver a tecnologia de produção do etanol, haja vista que existe uma gama enorme de materiais dos quais se pode extraí-lo. Um exemplo desse esforço são os estudos que vem sendo realizados para produzir esse biocombustível a partir da xilose – monossacarídeo do tipo aldopentose e precursor da hemicelulose, um dos principais constituintes da biomassa.

Apesar de atualmente o etanol ser produzido basicamente da glicose, a xilose é uma alternativa de fonte energética para aumentar a produção do combustível, porém, é necessário utilizar enzimas que sejam eficientes no processo. É nesse contexto que se insere a pesquisa desenvolvida pela cientista da Universidade de Lund (Suécia), Nadia Skorupa Parachin, que consistiu em testar enzimas extraídas de microorganismos presentes em amostras de solo. 

Os primeiros resultados obtidos foram bastante animadores, mostrando que a atuação dessas novas enzimas foi mais eficiente, quando comparado às anteriormente testadas por ela. Essas substâncias são necessárias para que as leveduras possam utilizar a xilose no processo fermentativo, e no caso desse estudo, foi realizada a modificação genética dos microorganismos.  

O processo teve início com a extração de DNA dos organismos presentes na amostra de solo, posteriormente, o material genético foi cortado em segmentos menores para a construção de uma biblioteca genômica. A partir desse material, a cientista identificou os genes responsáveis pela expressão das enzimas que irão atuar sobre a xilose presente no meio. Umas das vantagens do uso de amostras de solo é a grande quantidade de bactérias e de enzimas e proteínas, com propriedade ainda pouco exploradas. Essas novas enzimas utilizadas no estudo foram patenteadas pela pesquisadora.   

Apesar da nova descoberta e do sucesso dos experimentos, ainda são necessárias mais pesquisas que visem aperfeiçoar a tecnologia, assim como a sua viabilidade econômica. O estudo terá continuidade com pesquisadores brasileiros, os quais irão aprofundar nas análises das enzimas recém descobertas.

11/03/2011
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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