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Controle biológico nacional é destaque

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O progresso da ciência brasileira, com destaque para a agropecuária, setor com uma das maiores fatias do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, tem atingido status em outros países, trazendo importantes divisas.

Na busca por oferecer soluções que pudessem ajudar o agricultor a minimizar ou mesmo eliminar o ataque das culturas por determinadas pragas, surgiu uma empresa paulista, sediada na cidade de Piracicaba, especializada na produção e comercialização de agentes de controle biológico, na sua maioria vespas que parasitam os ovos das principais pragas das grandes culturas, e que obteve destaque no cenário científico internacional.

A qualidade e a eficiência dos seus produtos levou a companhia ao ranking da revista norte-americana de tecnologia Fast Company, como uma das cinquenta companhias mais inovadoras do mundo, ocupando o 33° lugar, estando à frente de outras duas empresas brasileiras de grande porte.

O Brasil é hoje uma das maiores potências agrícolas do planeta, sendo o terceiro em exportações de produtos agrícolas no mundo, no entanto, ultrapassou recentemente os Estados Unidos no uso de pesticidas, fato que valoriza ainda mais o produto da companhia brasileira, como uma alternativa aos inseticidas aprovados pelo governo brasileiro.

Por serem as duas maiores culturas do país, a soja e a cana-de-açúcar, receberam especial atenção dos pesquisadores desta empresa que desenvolveu vespas para combater larvas e percevejos que ameaçam essas lavouras. Um forte diferencial entre a start up nacional e outras companhias, inclusive as internacionais, é a produção de parasitóides específicos para o controle de ovos e pragas. Dessa forma, a indústria paulista consegue realizar o controle dos ovos da lagarta ou do percevejo, impedindo que eles nasçam.

Os produtos que deram início às atividades da empresa foram as microvespas  - Cotesia flavipes, que parasitam as lagartas (Diatraea saccharalis) de uma praga conhecida como broca da cana-de-açúcar e a Trichogramma galloi - parasitóides dos ovos da mesma praga. Utilizando a T. galloi, os pesquisadores tentaram diminuir o avanço no uso dos defensivos agrícolas nas lavouras de cana. Além desses, a empresa deu início à produção de vespas Telenomus podisi e Trissolcus basalis - parasitas de ovos de percevejos que atacam a soja.

Todo esse potencial, levou esta empresa brasileira a começar a exportar seus produtos para países como os EUA, Suíça, França, Dinamarca, além é claro, do mercado interno, atraindo grandes investidores brasileiros.

02/03/2012
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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