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Perfil das Biotecs brasileiras

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A biotecnologia, nos seus mais diferentes campos de atuação, é uma das ciências que vem apresentando o maior grau de evolução, contribuindo, principalmente, com o desenvolvimento de novas técnicas. Em um contexto geral o desenvolvimento biotecnológico tem características muito peculiares em cada país, estando vinculado a fatores como, recursos naturais, econômicos e políticos, ao porte das empresas envolvidas e ao papel assumido pelos setores público e privado. Em plena expansão, vem realizando mudanças rápidas e significativas na sociedade, o que exige profundas reflexões éticas, além de considerações sobre a biossegurança.

De acordo com um ranking elaborado pela revista Scientific American e divulgado no mês de julho nos Estados Unidos, o Brasil, juntamente com Portugal, Espanha e República Tcheca, estão entre os países que registraram os maiores avanços na área de biotecnologia, em termos de criação de inovação biotecnológica. Nessa pesquisa foram divulgados dados brasileiros referentes aos setores em que a biotecnologia tem  atuação mais expressiva, os estados com maior número de empresas do setor e a classificação do Brasil no panorama mundial, em relação à manutenção de profissionais especialistas no país.

Estudos desenvolvidos com o objetivo de entender melhor o setor de biotecnologia brasileiro tem sido uma ferramenta importante para compor o perfil das indústrias nacionais nesse segmento. Dois deles foram realizados pela Fundação Biominas, em 2007 e 2009, mostrando o perfil das empresas brasileiras de biotecnologia e biociências, respectivamente.

O mais recente deles, desenvolvido e divulgado neste mês pela Associação Brasileira de Biotecnologia (BrBiotec) mostra que 85% das empresas brasileiras desse setor caracterizam-se por serem, jovens e de pequeno porte – com menos de 50 empregados  as quais, na sua grande maioria (65%) foi criada a partir do ano 2000. Em relação ao faturamento, a pesquisa informa que mais da metade delas tem um ganho de até R$ 2,4 milhões e um quinto ainda não gera receita.

É um consenso a importância da pesquisa acadêmica e o papel da empresa privada e do setor público no desenvolvimento tecnológico de um país. As informações coletadas nesse último estudo, deixaram claro que o empreendedorismo no ramo de biotecnologia cresce próximo ao ambiente acadêmico, em que 94,5%, ou seja, a quase totalidade das empresas mantém parcerias com universidades ou institutos de pesquisa. No entanto, os pesquisadores que saem do ambiente acadêmico com a intenção de montar empresas, encontram muitas dificuldades, principalmente no que se refere à falta de recursos financeiros e conhecimento de gestão. É nesse ponto que se insere o importante papel de empresas privadas chamadas de incubadoras, que dão assessoria para a concretização dos projetos.

Num contexto bastante amplo, as informações obtidas até o momento sobre o perfil das empresas de biotecnologia no Brasil, e os diversos gargalos encontrados por elas para o seu desenvolvimento, têm sido uma fonte bastante importante e fidedigna para que juntos, poder público e privado, possam agir de forma eficaz, dando as condições físicas e legais necessárias que garantam o futuro dessas empresas, dos seus profissionais e do espaço brasileiro no mercado biotecnológico nacional e internacional.

03/08/2011
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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