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DNA se protege contra raios UV

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A exposição à diferentes tipos de radiações pelos seres vivos leva a formação de diversas interações, as quais, têm como conseqüência o surgimento de vários efeitos biológicos. De forma geral, as pesquisas buscam correlacionar fatores como dose recebida, energia, tipo de radiação, tipo de tecido, órgãos atingidos, entre outros.

Para cada tipo de tecido, a reação às radiações é variável, sendo que alguns deles são mais sensíveis que outros, à exemplo do linfático, hematopoiético (medula óssea) e epitélio intestinal, que são fortemente afetados quando irradiados, enquanto outros, como os musculares e neuronais, possuem baixa sensibilidade às radiações. Em um contexto biológico as radiações do tipo não ionizantes atuam tanto em nível atômico, quanto no molecular, como é o caso das radiações ultravioleta (UV), quando interagem com o material genético (DNA).

Devido à estrutura molecular do DNA, ele tem a capacidade de absorver as radiações na faixa do UV, que ao interagir com o esse ácido nucléico, pode provocar sérias alterações nos seres vivos, induzindo ao câncer de pele, entre outras. A interação do DNA com os raios UVC (260 nm) gera diversos produtos, sendo os principais os dímeros de pirimidinas – especialmente a timina, hidratos de pirimidínicas, ligações cruzadas entre bases pirimídicas e aminoácidos.   

Apesar dessa grande possibilidade de interações entre as radiações UV e o material genético, um mecanismo de autoproteção evita que haja uma rápida degradação, não só do DNA, mas também do RNA. O estudo dessa capacidade faz parte de um projeto que está sendo desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da FWF (Austrian Science Fund), a qual é liderada pelo químico quântico da Universidade de Viena, Áustria, Hans Lischka, com o objetivo entender o processo de fotoestabilidade das nucleobases.

Umas das ferramentas utilizadas pelos cientistas para desvendar esse mecanismo foram as simulações computadorizadas das propriedades dos componentes do DNA ativados pela luz. Por meio dessas técnicas, os cientistas montaram uma imagem dinâmica da fotoestabilidade das nucleobases, no intuito de demonstrar como os nucleotídeos se protregem contra a decomposição pela irradiação UV. O projeto aprensentou como principal inovação cálculos detalhados do acoplamento da dinâmica eletrônica com o núcleo atômico.  As descobertas, além de esclarecerem toda a dinâmica com as nucleobases do DNA, vêm mostrar novas aplicações para o estudo dos processos foto-físicos nessas mesmas estrutudas do ácido nucléico.
17/12/2010
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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