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Genômica vegetal brasileira

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Desde que o ser o humano deixou de ser uma espécie nômade e caçadora para fixar-se em determinadas regiões, ele foi obrigado a desenvolver a habilidade de sustentar-se por meio do uso da terra para a produção de alimentos. A partir de então, o homem vem se ocupando em compreender a relação entre os fatores bióticos e abióticos e o crescimento das plantas, e os processos fisiológicos vinculados ao desenvolvimento como um todo.

Com o advento da genética clássica e mais atualmente da genética moderna, principalmente no que diz respeito ao seqüenciamento do genoma, o homem tem tido a possibilidade de realizar o melhoramento genético de diferentes espécies, no intuito de aumentar a qualidade nutricional, obter vegetais mais resistentes a pragas, entre outros benefícios.

O Brasil é sem dúvida, um dos países que vem recolhendo grandes benefícios dessas tecnologias genéticas e aproveita o seu forte perfil e potencial agrícola, investindo esforços e recursos financeiros em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Alguns cientistas brasileiros deste setor têm se destacado tanto em âmbito nacional, quanto no internacional, como é o caso, por exemplo, do professor da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul,  e coordenador  do Centro de Genômica e Fitomelhoramento (CGF) da universidade, Antonio Costa de Oliveira.

Esse núcleo vem despontando em pesquisas e capacitação profissional relacionada às áreas de melhoramento genético vegetal, biotecnologia, genética quantitativa, estudos básicos e aplicados em genética e genômica vegetal. Seu importante papel no cenário internacional teve um grande avanço quando a instituição foi destacada para representar o país no consórcio internacional responsável pela codificação do genoma do arroz.

Atualmente o CGF está desenvolvendo um estudo que tem como órgão financiador a União Européia, com foco no estudo de genes que regulam o florescimento nos vegetais. Devido à grande bagagem de conhecimento da instituição brasileira com o arroz, ela foi convidada a fazer parte do projeto utilizando essa espécie como modelo para o estudo.

Outra espécie que tem feito parte dos projetos de pesquisa do CGF é a aveia, a partir da qual foram desenvolvidas constituições genéticas superiores, tendo sido lançadas desde 2000 seis variedades.

Os resultados dos estudos desenvolvidos pelo grupo de pesquisas, Melhoramento e Genômica de Cereais de Clima Temperado da UFPel, levaram os cientistas a concluir  que as diversas pesquisas sobre essas características genéticas, não só na aveia, mas também no arroz e no trigo,  tem permitido a ampliação da variabilidade genética, uma maior eficiência dos processos de seleção e uma procura do ajuste do genótipo aos diferentes ambientes. Esses fatores têm contribuído de forma direta para criação de variedades mais produtivas trazendo com isto, o crescimento científico e um maior ganho para os produtores de diferentes regiões no sul do Brasil.

Ainda de acordo com as conclusões do grupo, os estudos genéticos em arroz como genoma modelo estão sendo importantes na busca de constituições genéticas mais produtivas para estes cereais. O uso de ferramentas de genômica e bioinformática têm levado o grupo a ser referência e atuar em projetos internacionais de alta repercussão como o International Rice Genome Sequencing Project - IRGSP e o Brachypodium Genome Initative.

29/08/2011
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG
 

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